Entramos em setembro, um momento crucial para definir as diretrizes do planejamento estratégico do próximo ano. Se a sua empresa opera no modelo B2B (venda de produtos ou prestação de serviços de empresa para empresa) e está enquadrada no Simples Nacional, existe um ponto central da Reforma Tributária que precisa entrar no seu radar imediatamente.
O Simples Nacional sempre foi sinônimo de desburocratização e economia de impostos para pequenos e médios negócios. No entanto, com o novo sistema tributário focado na cobrança do IBS e da CBS, a dinâmica do mercado corporativo muda radicalmente. A escolha do seu regime tributário pode se tornar o motivo exato pelo qual um grande cliente decida cancelar um contrato com você para fechar com o seu concorrente.
Entenda como o mecanismo de créditos fiscais funciona e o que fazer para manter a sua empresa altamente competitiva:
1. A lógica do crédito tributário nas vendas B2B
No novo modelo de tributação, as empresas que compram insumos ou contratam serviços buscam uma prioridade clara: acumular o máximo de créditos fiscais para abater dos impostos que elas próprias precisam recolher na ponta final.
When uma grande empresa compra de um fornecedor enquadrado no Lucro Presumido ou Lucro Real, ela consegue tomar o crédito integral sobre a alíquota cheia do imposto. No Simples Nacional, a transferência desse crédito para o comprador é limitada apenas ao percentual efetivamente pago referente ao IBS e à CBS dentro da sua guia unificada.
Na prática, o seu cliente corporativo acumula um crédito menor ao comprar do seu negócio do que ao comprar de um concorrente maior. Se a conta não fechar para o financeiro do seu cliente, a tendência é que ele busque parceiros operacionais fora do Simples Nacional.
2. O dilema do Simples Nacional na nova regra
A Reforma Tributária trouxe uma flexibilização para o empresário enquadrado no Simples: a opção de recolher o IBS e a CBS pelo regime regular (não cumulativo), mantendo apenas os tributos sobre a folha e a renda dentro do sistema unificado.
Essa decisão exige colocar os números na ponta do lápis. Escolher transferir o crédito cheio para o seu comprador pode aumentar o imposto cobrado da sua empresa em um primeiro momento, mas garante que os seus clientes corporativos continuem comprando do seu negócio sem prejuízo financeiro. Trata-se de uma análise pura de posicionamento de mercado.
3. O diagnóstico que protege a sua carteira de clientes
Não existe uma resposta padronizada para todas as empresas. A decisão depende diretamente de quem forma o seu faturamento atual.
Se a sua carteira é composta majoritariamente por consumidores finais (pessoas físicas no CPF), permanecer no Simples Nacional tradicional continua sendo o caminho mais rentável. Porém, se o seu faturamento depende de contratos com outras empresas (CNPJ), manter o enquadramento antigo sem o devido planejamento pode encolher a sua receita.
Analisar a origem dos seus clientes, a sua margem de lucro e o volume das suas compras é o único caminho para tomar uma decisão segura antes que o novo sistema entre em vigor.
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Na AvanceCont, nós analisamos a legislação tributária com foco no resultado do seu negócio. Nós realizamos uma simulação detalhada da sua operação para identificar se a manutenção do Simples Nacional tradicional é vantajosa ou se a opção pelo recolhimento regular dos novos impostos garantirá a preservação dos seus principais contratos corporativos.
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